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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

O hipnotizador

 

Já é conhecida a minha admiração pelos escritos de Boaventura Sousa Santos. Mas este, deixou-me a pensar... como sempre! Assim, vai o mundo, como diria a minha amiga R.!

 

"A hipnose é um estado psíquico, induzido artificialmente, em que o hipnotizado, numa condição semelhante à de transe, fica altamente sujeito à influência do hipnotizador. O estado de concentração hipnótica filtra a informação de modo a que ela coincida com as directivas recebidas. Estas, por sua vez, podem trazer à consciência do hipnotizado memórias por ele suprimidas. A hipnose pode conduzir a actos destrutivos para o próprio ou para outros e, passado o seu efeito, o contacto com a realidade pode ser penoso. O mundo (não todo, mas uma boa parte) vive hoje em estado de hipnose e o hipnotizador é Barack Obama (BO). A hipnose consiste numa mudança radical de percepção sobre o que se passa no mundo sem que na realidade haja razões para sustentar tal mudança. Em que consiste a mudança e donde provêm os poderes hipnóticos de Obama? O que se passará quando o estado de hipnose desvanecer?

A mudança de percepção ocorre em diferentes áreas. A crise financeira global. Mudança: as medidas corajosas de BO para regular o sistema financeiro e assumir o controle de empresas importantes fez com que a crise fosse ultrapassada e a economia retomasse o seu curso. Realidade: BO injectou montantes astronómicos de dinheiro dos contribuintes nos bancos e empresas à beira do colapso sem assumir o controle da sua gestão; não introduziu até agora nenhuma regulação no sistema financeiro; prova disso é o regresso do capitalismo de casino à Wall Street com o banco Goldman Sachs a registar lucros fabulosos obtidos através dos mesmos processos especulativos que levaram à crise, enquanto o desemprego continua a aumentar e os americanos continuam a perder as suas casas por não poderem pagar as hipotecas.

O regresso do multilateralismo. Mudança: BO cortou com o unilateralismo de Bush e os tratados internacionais voltaram a ser respeitados pelos EUA. Realidade: as recentes negociações de Banguecoque, que deveriam levar ao reforço do frágil Protocolo de Kyoto sobre as mudanças climáticas, conduziram, por pressão dos EUA, ao resultado oposto com a agravante de terem atenuado as responsabilidades globais dos países desenvolvidos, os grandes responsáveis pela degradação ambiental; os EUA, que não assinaram a Declaração de Durban contra o racismo, auspiciada pela ONU em 2001, voltaram a retirar o seu apoio à declaração sobre a revisão da declaração de Durban elaborada na reunião da ONU de Abril passado em Genebra, arrastando consigo vários países europeus; os EUA desautorizaram o corajoso relatório do Juiz Goldstone sobre os crimes de guerra cometidos por Israel e o Hamas durante a invasão israelita da faixa de Gaza no Inverno de 2008, e, juntamente com Israel, pressionaram a Autoridade Palestiniana a fazer o mesmo.

O fim das guerras. Mudança: BO estendeu a mão da fraternidade e do respeito ao mundo islâmico e vai pôr fim às guerras do Médio Oriente. Realidade: sem dúvida, houve mudança de retórica, mas Guantánamo ainda não encerrou; os generais dizem que a ocupação do Iraque continuará por muitos anos (ainda que os soldados sejam substituídos por mercenários); os pobres camponeses afegãos continuam a ser mortos “por engano” por bombardeiros covardemente não tripulados e as mortes estendem-se já ao Paquistão com consequências imprevisíveis; a burla da ameaça nuclear iraniana continua a ser propalada como verdade; no passado dia 10 de Setembro, BO renovou o estado de emergência, declarado inicialmente por Bush em 2001, sob o pretexto da continuada ameaça terrorista, atribuindo ao Estado poderes que coarctam os direitos democráticos dos cidadãos.

As bases militares na Colômbia. Mudança: sem precedentes, BO criticou o golpe de Estado nas Honduras, o que dá garantias de que as sete bases militares a instalar na Colômbia são exclusivamente destinadas à luta contra a droga. Realidade: BO criticou o golpe mas não lhe pôs termo nem retirou o seu embaixador; o alcance dos aviões a estacionar na Colômbia revelam que os verdadeiros objectivos das bases são 1) mostrar ao Brasil que, como potencial regional, não pode rivalizar com o EUA, 2) controlar o acesso aos recursos naturais da região, nomeadamente da Amazónia, 3) dissuadir os governos progressistas da região a terem veleidades socialistas mesmo que democráticas.

Donde provém o poder hipnótico de BO? Da insidiosa presença do colonialismo na constituição político-cultural do mundo. O Presidente negro de tão importante país dá aos fautores históricos do racismo no mundo contemporâneo o conforto de poderem espiar sem esforço a sua culpa histórica, e dá às vítimas do racismo a ilusão credível de que o fim das suas humilhações está próximo.

E o que passará depois da hipnose? BO está a preparar-se meticulosamente para governar durante oito anos, fará algumas reformas que melhorarão a vida dos americanos, ainda que ficando muito aquém das promessas (como no caso da reforma do sistema de saúde) e sem nunca pôr em causa a vigência do Estado de mercado; evitará a todo custo “mexer” no conflito Israel/Palestina; manterá a América Latina sob apertado controle; agradará em tudo à China, tal o medo que ela deixe de financiar o American way of life;deixará o Irão onde está e, se puder, sairá do Afeganistão; tudo isto num contexto de crescente declínio económico dos EUA em parte camuflado pelo aumento das despesas militares algumas delas orientadas para o controlo de conflitos internos."

 

Publicado na Visão a 22 de Outubro de 2009

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publicado por DesafiarTe às 11:13

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Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Fórum Social: Boaventura Sousa Santos defende «a reinvenção do Estado» como resposta às crises

 

"O Fórum Social (FSM) foi uma resposta ao Fórum Económico Mundial não só para produzir um diagnóstico alternativo porque nos antecipamos às nossas crises que hoje temos no mundo, mas também para propor uma terapêutica alternativa", afirmou à Lusa Boaventura Sousa Santos, ao destacar que esta edição centralizada do FSM na Amazónia ocorre num momento de que não há memória na crise do capitalismo.

A actual conjuntura mostra que o FSM "tinha razão", afirma o director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal, que apela a que as soluções que saiam do evento sejam conhecidas em todo o mundo.

Entre a prioridade "total" que deve ser dada às energias renováveis e à agricultura familiar e o "não" radical ao agrocombustível, o sociólogo português defende «a reinvenção do Estado» nos moldes de uma democracia participativa.

"Se o Estado vai ter um controlo maior sobre a democracia tem de haver uma democracia económica", sugeriu.

 

O Fórum Económico, salienta, "ao contrário do que defendeu antes, hoje defende que o papel do Estado é muito importante". O Estado deixou de ser um problema e agora é uma solução, argumenta. "Mas para nós tem de ser um Estado totalmente reinventado."

Boaventura faz críticas a actuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES), o segundo maior banco de investimentos do mundo, ao destacar que funciona numa lógica direcionada ao agronegócio e ao neoliberalismo.

Ele propõe, assim, a criação de um conselho nacional de investimentos públicos que envolva a participação de cidadãos e movimentos da sociedade no controlo social. "Isto é um exemplo de uma democracia económica que precisamos criar."

Neste contexto de crise global, o especialista realça que a actuação de movimentos de trabalhadores rurais sem-terra como o MST e a reforma agrária voltam à agenda de discussões.

 

Segundo ele, "a única agricultura que mata a fome é a agricultura familiar". O agronegócio e a grande monocultura, comenta, "não resolvem o problema, pelo contrário, produzem fome".

Além disso, este modelo de agricultura familiar, sugere, é capaz de evitar o êxodo para as cidades que estão a se tornar "invivíveis, inabitáveis" e mantém também o equilíbrio ambiental que garante a soberania alimentar.

Boaventura Sousa Santos defende ainda a adopção de sistemas económicos que se pautem nas concepções indígenas, o viver em harmonia com a natureza.

"É preciso uma outra visão da natureza como recurso humano e não como recurso natural". Para o especialista, a questão indígena é central nas discussões sobre desenvolvimento, pois "interessam ao mundo".

"A questão indígena e ambiental vão ser fundamentais como questões globais para um novo modelo, e é isso que o Fórum Económico se recusa a ver. Ele continua a pensar que os indígenas são atraso, obstáculos ao desenvolvimento", questiona.

Para ele, uma das grandes oposições ao Fórum Económico é que a solução deve estar voltada na forma de "viver bem dos quéchuas e não na China. Se os chineses consumissem no mesmo padrão que os europeus e que a América do Norte, precisaremos de três planetas para garantir a sustentabilidade de um único".

A isto considera ser uma "solução suicida", pois, segundo Boaventura Sousa Santos, todo o desenvolvimento continua a ser pensado na base do crescimento.

 

Fonte: Lusa

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publicado por DesafiarTe às 14:36

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Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Fórum Social: Jovens de todas as partes do mundo encontram-se em Belém do Pará para defenderem «um outro mundo possível»

Milhares de pessoas encontram-se no Fórum Social Mundial, em Belém, no Estado do Pará, para discutirem a proposta de «um outro mundo possível» a levar em consideração o estilo de vida, a crença, religião, ideologia, língua e nacionalidade.

Jovens e movimentos sociais de todos os cantos do mundo vão à Amazónia para dar voz a seus anseios na defesa de direitos e na cobrança das autoridades por políticas afirmativas e de inclusão.
Ambientalistas, negros, mulheres, indígenas, sindicalistas e tantas outras tribos culturais e de todas as idades compartilham experiências e se aproximam num contexto de convivência harmônica e reciprocidade. Enquanto Arno Bongo reivindicava os direitos das comunidades que residem próximo à rodovia BR-163, conhecida como Transamazónica, que liga os municípios de Santarém, no Pará, à Cuiabá, no Mato Grosso (1.700 km), e a necessidade de preservar o meio ambiente, jovens da Aldeia da Paz, comunidade alternativa no Fórum, defendem a permacultura. Luciano Almeida, de Belo Horizonte, Minas Gerais, que estava vestido de planeta Terra no dia da Marcha da Abertura do Fórum, disse à Lusa que a realização do evento na Amazónia ocorre num contexto "bem sugestivo".
"Todo mundo decidiu reunir-se aqui no Fórum para gritar bem alto para o mundo ouvir que a gente precisa de mudança de paradigma e que um outro mundo é possível. Nós precisamos de mudança, a Terra está a sofrer", reivindicou o permacultor. A estudante universitária de Brasília, Luciana Felizola, aos 22 anos, é outra que acredita na agroecologia e que, assim como a permacultura, afirma serem as únicas soluções para "salvar o planeta". Esta é a primeira vez que participa do Fórum e diz que para um criar um novo mundo, é preciso começar com os pequenos actos, separar o lixo do orgânico, fazer uma casa de banho ecológica, "a gente deve pensar em dar os bons-dias a quem a gente não gosta. É assim que se começa".
Ramish Enpel, por sua vez, veio da Índia para lançar uma única mensagem: "Queremos paz." "Queremos direitos para as pessoas", afirma o indiano, membro da organização South Asian People's Initiative (Iniciativa dos Povos do Sul da Ásia). Além das grandes causas como a preservação do meio ambiente, a defesa dos povos indígenas, quilombolas, dos direitos humanos, contra violência no campo e nas cidades e contra as guerras, há também aquelas causas desconhecidas por muita gente. Labey carregava durante a Marcha de Abertura do Fórum duas bandeiras do Saara Ocidental.
No seu protesto silencioso na caminhada, ele defendia a emancipação de seu país que está actualmente anexado por Marrocos. "Vim para o Fórum para fazer que as pessoas saibam de nossos conflitos e nossa luta, estamos a lutar contra o colonialismo marroquino e também contra o imperialismo", disse No meio de protestos e manifestações individuais, há também as colectivas como a da Amnistia Internacional, que está a apresentar o programa "Dignidade".
Fabian Poriqui, membro da organização, afirma que a campanha global, que será anunciada em Maio, vai lutar contra a pobreza nos países do Sul. Enquanto isso, João Davi, luta pela união civil e o combate à discriminação de gays, lésbicas, bissexuais e travestis. Ele é membro do Movimento Homo de Belém e do Cidadania, Orgulho e Respeito (COR). Assim como ele, pelo menos outras 30 pessoas carregavam uma grande bandeira com as cores do arco-íris para simbolizar a diversidade de opções sexuais. Até 01 de Fevereiro, 120 mil pessoas de 130 países estão em Belém para participarem no Fórum Social.
Estima-se que apenas no Acampamento da Juventude estejam acampadas cerca de 20 mil pessoas nas áreas verdes da Universidade Federal Rural da Amazónia (UFRA).
 
Fonte: Lusa
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publicado por DesafiarTe às 19:46

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