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Sábado, 19 de Abril de 2008

Território: um património plural

O tema escolhido pelo IPPAR para o ano de 2007 é “Território: um património plural”, que pretende explorar a ideia-base de que todas as comunidades possuem os seus monumentos de referência, mas que é importante ter em consideração que tais realizações não estão isoladas do tecido cultural que as envolve e que as justifica.

Trata-se de um tema que vai de encontro ao progressivo alargamento do conceito de património enquanto “construção social”, entendimento inovador que fez com que se afastasse o olhar individualizante sobre cada monumento, em benefício de uma abordagem mais ampla que inclui as realizações do génio construtivo humano nas respectivas envolventes urbanísticas, paisagísticas, sociológicas, culturais. Este é um processo em pleno desenvolvimento no mundo contemporâneo, que tem como objectivos não só o maior conhecimento e contextualização do património, mas sobretudo a sua real inserção na comunidade ao longo dos tempos e, também, na actualidade. As mais recentes políticas para a área do Património valorizam justamente estes princípios, desde a “Carta de Cracóvia” - que consagra a conservação do património cultural como parte integrante dos “processos de planificação e gestão de uma comunidade” e respectivo contributo para o seu desenvolvimento sustentável, qualitativo, económico e social -, até à celebração de um “Ano Europeu do Património Cultural” (2008) - onde se dará especial enfoque à dimensão cultural dos aglomerados tradicionais e da arquitectura rural e insular.

O Património sempre participou activamente no território, organizando-o. Ao longo de séculos, a humanização da paisagem foi-se constituindo como referente de identidade e integra, hoje, uma dimensão profunda da nossa memória colectiva. Reclamamo-nos herdeiros de determinados valores sem, por vezes, termos plena consciência das implicações de tais decisões. Afirmamos que aquele lugar, ou aquele marco na paisagem, faz parte de nós, mas passamos por ele inúmeras vezes sem sequer o

mencionar, assumindo a sua permanência como um dado adquirido que acompanha o nosso próprio percurso. Mas o que acontece se esse mesmo marco na paisagem desaparecer ou for descaracterizado?

Ao adulterar-se determinado património (uma rua, um bairro, uma ponte, um moinho, uma antiga fábrica, uma estrada...) perde-se um conjunto inquantificável de referências que inconscientemente faziam parte do nosso dia-a-dia. E a relação de afectividade ou repulsa, de convivência ou distanciamento, altera-se irreversivelmente, perdendo-se necessariamente memória.

Pretende-se, por isso, “sair” do monumento e tentar compreendê-lo nas múltiplas vertentes que caracterizam a sua envolvente, um passo consciente rumo à mudança de escala com que deve ser encarado o conceito de “Património”, uma escala territorial e multicultural, plural.

Este desafio às comunidades e aos seus agentes dinamizadores implica a adopção de metodologias de acção diferenciadas, adaptadas à própria heterogeneidade dos “públicos do património”. “Território: um património plural” procura:

- aproximar os cidadãos do património, apelando às actividades do quotidiano, às referências da comunidade e às relações identitárias de passado, de presente e de futuro;

- convocar ao entendimento do património como legado cultural intimamente ligado à História das comunidades;

- desenvolver iniciativas de serviço educativo e de fruição cultural, adaptadas a diferentes gerações, onde se realcem os elos de conexão entre património, território envolvente e comunidade.

- consciencializar os cidadãos para o facto de o património ser um recurso, não apenas em termos culturais, mas a vários níveis de dinamização das comunidades, numa perspectiva transversal que vai da pedagogia à economia;

- realçar, na memória histórica e colectiva, as fórmulas de consolidação da identidade cultural das comunidades e sua integração no tecido cultural do século XXI.


 

(http://www.cm-baiao.pt/dia_int_mon_sitios.pdf)

 


publicado por DesafiarTe às 17:54

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